Ódio nas redes sociais

A página “Orgulho de ser Hétero” foi desativada do Facebook depois de denúncias por conteúdo ofensivo. Páginas feministas caíram em seguida, diz-se até que em retaliação. A atriz Taís Araújo sofreu ataques racistas na mesma rede social e acionou a polícia. A blogueira feminista Lola Aronovich foi alvo de uma grosseira campanha de difamação liderada por quem tem tempo de sobra e argumentos de menos para debater com ela. Não está sendo fácil manter uma #falaçãosemódio nas redes. Não há relativismo que nos assuste — fala quem quiser, como quiser e quando quiser, sim, mas falação que discrimina, restringe direitos ou inspira violência é injusta.

Então cá estamos pensando em regras de convivência on-line. A verdade é que criar site, blog ou página do Facebook dedicados a debates é um ato de confiança em gentes. O Vozes da Igualdade existe porque, assim como tantas outras pessoas, acreditamos que é possível trocar ideias e manter a civilidade na palavra sem nos vermos, convivermos, ou — pasmem — mesmo sem concordarmos. Temos uma única regra: a da conversa genuína. Nosso lema de gentileza nas formas e nos modos de falar é menos por doçura e mais por apego à qualidade do debate. O ódio ofende, oprime, silencia, e é estratégia frágil para a discordância. Quando sobram ofensas, é sinal de que faltam argumentos e evidências.





Ódio nas redes sociais: verdadeiro ou falso


 



A etiqueta do
Vozes da Igualdade


 



Liberdade de expressão e ódio na internet — vale tudo?


 



Cartazes


 

Ódio nas redes sociais: verdadeiro ou falso

Não há regras para conversas nas redes sociais.

FALSO. As redes sociais não são um espaço em que tudo pode ser dito. A liberdade de expressão tem como limite as manifestações de ódio, desprezo, ou intolerância contra determinados grupos de pessoas ou de crenças. Nesses casos, os usuários podem ter a publicação deletada e a conta desabilitada, e até ser punidos judicialmente.

O ofensor das mídias sociais é um covarde.

VERDADEIRO. O ofensor das redes sociais se vale do anonimato e da distância física para expressar discursos que promovem violência, discriminação, preconceitos e humilhações, pela crença de que, na internet, sairá impune independente do que disser. Por se esconder na falsa ideia de segurança que a internet fornece e falar o que dificilmente falaria pessoalmente, esse ofensor é um covarde.

É possível se expressar na internet sem usar ódio.

VERDADEIRO. Para debater, argumentar, especialmente em temas difíceis de ter consenso, como os falados no Vozes da Igualdade, é possível discordar com respeito às opiniões contrárias. O ódio cria mais discordância; a gentileza e o respeito promovem o debate.

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Liberdade de expressão e ódio na internet — vale tudo?

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