Um espetinho de churrasco, um casaco de pele, uma nova sombra que promete não irritar os olhos, um show com baleias em um parque aquático. O que esses produtos têm em comum? A exploração de animais não humanos. Grande parte de nosso consumo diário traz uma afirmação embutida: animais de outras espécies existem para satisfazer nossos interesses, seja em fazendas industriais e matadouros, seja em laboratórios de testes de cosméticos, ou ainda em zoológicos.
Todas essas práticas têm um nome novo e ainda pouco conhecido: especismo, isto é, a discriminação contra outras espécies de animais. A palavra ainda nos soa estranha, mas queremos levar sua provocação a sério: desconfiamos da ideia de que seja justo explorar, torturar e matar outros animais em nome da comilança, do lazer, da moda ou da ciência. Assim como o racismo e o sexismo, o especismo está tão integrado ao nosso dia a dia que é difícil reconhecê-lo. Este é o nosso desafio da vez: enfrentar uma palavra nova, especismo, para imaginar um mundo mais justo também para galinhas, peixes, bois, elefantes, gatos, camundongos, cães, macacos, cobras.
22 de agosto: Dia de Combate ao Especismo |
Discriminação contra animais não humanos |
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Discriminação contra animais não humanos
Especismo é uma forma de discriminação contra animais não humanos
CERTO. O especismo ignora direitos de animais não humanos, permitindo que práticas cruéis se perpetuem. O especismo é uma forma de discriminação, tal como o racismo, o sexismo e a xenofobia. Como todas estas, resulta em opressão e violência.
Falar em especismo é transformar todas nós em vegetarianas
ERRADO. Não necessariamente. Quando se fala em especismo, o que está em debate é a falsa crença de que animais não humanos não têm direitos e podem ser maltratados para o benefício humano. Podemos perceber o especismo no uso dos animais não só para a alimentação, mas também para a diversão, em circos, no zoológico ou na caça; em pesquisas científicas; e na confecção de roupas. Independente de se adotar uma dieta sem carne, a luta contra o especismo deve buscar mudanças culturais que impeçam que animais não humanos sejam tratados com tortura e crueldade.
Sem sacrifício animal não há avanço científico
ERRADO. Há um uso exagerado de animais não humanos em laboratórios, seja para testes de substâncias, seja para estudar doenças ou desenvolver medicamentos. A ciência já descobriu novas tecnologias e metodologias que podem e devem substituir esses testes. Para os experimentos em que o uso de animais não humanos ainda for necessário, princípios e cuidados éticos devem ser adotados.
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